sexta-feira, 7 de março de 2008

Primeiro dia de faculdade!

Primeiro dia de aula na faculdade. O medo e a ansiedade tomam conta de mim. Sou daquele tipo de pessoa que faz de uma joaninha, um monstro. Intensa, loucamente pensante, pés a dez metros do chão.

Com que roupa eu vou? Será que vai ter trote? Vão olhar para a minha cara e descobrir que eu sou bixo? Será que escolhi a profissão certa?

Já não bastasse meu nervosismo, minha mãe me chama e dá mil e uma recomendações. Típico dela, e de todas as mães, creio. Entro no carro. O nervosismo virou mau humor. Fecho a cara. A hora ta chegando. Coração apertado. Vida nova? Me arrependo de ter saído de sacola de pano. Penso que possivelmente vão achar que sou idiota, mas logo após esse pensamento muito bizarro eu lembro: “Porra, Gabriela, tu não tem que te preocupar com o que os outros pensam de ti. Lembra? Metas 2008. Cadê?”, mas óbvio que quando se tem dezessete anos e está a caminho do teu primeiro dia na universidade, tu acaba te preocupando até com a tua sombra. Bom, de qualquer forma, não da mais para mudar, então vamos lá.

Minha mãe me larga na Avenida Teresópolis. Vou pegar o ônibus T4 para a PUC. Isso soa tão responsável e diferente... Minhas irmãs pegavam o T4 para ir para a PUC, agora chegou minha vez. Uau! Nunca havia sentido nada tão louco ao pegar um ônibus. Fico procurando meu cartão Tri. Pois é, extinguiram a conhecida carteirinha escolar com fichinhas bonitinhas e lançaram esse cartão que tu recarrega e passa num leitor. Parece tão simples. Mas já no primeiro dia tive problemas com o dito cujo. Tentei passar o cartão umas três vezes, então o cobrador foi ver o que tinha de errado com o meu Tri e depois da analisar rapidamente, com um sorrisinho irônico nos lábios, ele me informa: “Garota, isso é o cartão do pré-vestibular.”, tudo bem, fico vermelha por uns segundos, sento, procuro o cartão certo e passo na roleta. Primeiro mico da universidade. E eu ainda discordo da minha mãe quando ela diz que eu não presto atenção em nada!

Agora o foco da preocupação mudou: tenho que cuidar aonde devo descer. Sou dona de pegar o ônibus errado e parar do outro lado da cidade, passar da parada certa, ou qualquer coisa do gênero. Quando entramos na Avenida Ipiranga, fico mais ligada que nunca. Mas já no primeiro dia aprendo uma importante lição: quando cinqüenta por cento dos passageiros do ônibus descerem, desce também, ali é a PUC. E foi isso que eu fiz. É incrível como um ônibus pode estar lotado ao ponto de tu não conseguir te mexer e quando chega na PUC, parece que acontece evacuação geral. Muito louco todo mundo descendo ao mesmo tempo. Tipo migração.

Chego no meu prédio, um monte de rostos novos e aquela sensação de que um mundo diferente está abrindo as portas pra mim. Isso pode parecer a coisa mais clichê que escrevi em toda a minha vida, mas foi exatamente o que eu senti. Além de rostos novos, encontrei um monte de gente conhecida. Cada vez fico mais convencida de que Porto Alegre é uma província e que a PUC é um ovo... de codorna.

A apresentação do curso foi com a Cristiane Finger – apresentadora de telejornal do SBT - e ela parece ser muito boa, além de ter dito que jornalismo é a melhor profissão do mundo. O nosso bate-papo com ela aconteceu num estúdio e foi muito divertido. Ela perguntava algo e todo mundo calava, então ela dizia: “Jornalista tem que ser cara de pau..” e todo mundo ria.

Hoje é sexta-feira, já tive muitas aulas, aquele nervosismo misturado com medo e outros sentimentos que não sei identificar bem passaram e, com certeza, cada vez tenho mais certeza de que escolhi a profissão certa! Ainda bem...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ano acabando e eu, vergonhosamente, nao escrevo há um bom tempo.
O último ano do colégio toma conta da vida da pessoa, nossa, e como.
Tenho milhares de novidades boas pra contar aqui no blog e prometo que logo atualizo tudinho!
Saudades da blogosfera! :(

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Concerto Campestre, um clássico contemporâneo


Oi pessoal,
andei meio afastada do blog nos últimos tempos, correria de final de ano, vestibular, cursinho, enfim. Mas estou aqui agora, muito feliz, querendo compartilhar com vocês a minha nova resenha que saiu no site Digestivo Cultural (aliás, não é por que escrevo para lá, mas considero esse um dos melhores sites de cultura que temos aqui, só visitando para saber...) essa semana.
Fala sobre o livro Concerto Campestre, dum escritor gaúcho muito famoso, o Assis Brasil. Escolhi esse livro por ele cair no vestibular, pois queria mostrar que nem sempre leituras obrigatórias tem que ter uma linguagem mais dificil e que não precisam ser clássicos de mil anos atrás.
Mas enfim, se quiserem, leiam e me falem o que acharam.

Beijao!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Homem corajoso!

Eu passava apressado pela rua, depois de um longo dia naquele escritório infernal, para ir ver o jogo de futebol do Juninho, quando vi um casal discutindo e me chamou a atenção aquela mulher grande que berrava milhares de impropérios para aquele pobre homem, que ouvia calado, ou talvez, nem estivesse ouvindo. Me lembrei então, da minha mulher, com a qual eu não andava tendo boas relações, e, na realidade, nunca tivera. Casei porque engravidei aquela vagabunda e desconfio até hoje que o Juninho seja meu filho. Nosso casamento estava por um fio e eu rezava para que acabasse logo, antes que ela acabasse com a minha vida. E enquanto pensava nisso, ouvi um tiro. Voltei correndo para ver o que tinha acontecido e quando cheguei lá, vi uma mulher estirada no chão com duas balas metidas na cabeça. Aquele homem tinha feito o que eu nunca teria coragem de fazer, matar a mulher que o infernizava. Tentei procurá-lo para dar os parabéns, mas ele já estava longe e, de certo, feliz.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

minha tia...


Ela pra mim significa a segurança que os meus dezesseis anos não me dão, a experiência que eu não tenho e a dureza de que eu preciso. Ela é o abraço que me conforta, é a tia que conversa comigo sobre tudo sem nenhuma exceção e o único adulto com o qual eu me sinto a vontade para contar coisas que, às vezes, não conto nem pras minhas amigas. Ela é a guardiã dos meus segredos mais profundos. E nem sempre ela me entende, e nem sempre eu gosto do que ela fala, mas enfim, qual a importância disso se o fato mais importante é que a tenho ao meu lado no céu e no inferno?

Eu te amo muito e eu te odeio ainda mais, porque esses dois sentimentos não se separam, eles são um só, que juntos, me fazem sentir essa coisa louca e intensa que começa no meu peito e vem pra minha garganta e que nunca palavra nenhuma poderá traduzir. Tu é tudo pra mim, minha tia! Aliás, tu é mais, muito mais...


p.s; por que minha tia merece isso e muito mais.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Abraço...




Sempre tem alguém na nossa vida que se torna muito especial por dar os abraços mais reconfortantes que possamos lembrar. Na vida de qualquer um é assim. Mesmo que não queiramos ser abraçados, quando esse alguém nos dá aquele abraço apertado e quentinho é como se virássemos, naquele instante, um ser frágil, mas muito protegido.

Aquele abraço é mais forte que todas as palavras, mais eficaz que todos os gestos, mais verdadeiro que qualquer olhar. Aquele é o abraço redentor, que nos salva dos nossos maiores medos e nos faz, por segundos, os seres mais seguros do mundo.

Quem nunca se sentiu assim? Nos piores momentos, nos momentos em que sentimos mais raiva, em que não queremos sequer ser tocados por alguém, chega aquela pessoa e nos abraça, abraça tão forte que chega a doer, mas aquela é uma dor gostosa de se sentir, porque depois que somos abraçados, não achamos mais tantos motivos para odiar algo ou alguém e aquela dor, simplesmente, passa.

Na realidade, não precisa ser exatamente uma pessoa, podem ser várias... Eu, você, ele ali do lado. Qualquer um pode abraçar desse jeito, mas esse abraço só pode ser dado quando realmente temos vontade de fazê-lo, pois ele tem de ser verdadeiro, como se quiséssemos, durante aquele ato tão forte e sincero, curar o nosso abraçado de todos os maus desse mundo.

Para alguns, pode não significar nada, mas para mim, ser abraçado é melhor do que ouvir um belo discurso, ler uma carta, ou chorar escondido. É se sentir amado, protegido, como um lembrete de que devemos seguir em frente e que saibamos que sempre que precisarmos aquela pessoa estará lá para dar aquele abraço.

sábado, 22 de setembro de 2007

ELE

Tu és pura ilusão

Uma imagem embaraçada

Lembrança ultrapassada

És a minha contramão.


Em nada insistir ajuda,

Pois da minha vida vou te extinguir

Já que não pensou em mim

Quando roubou minha razão de existir.


Foste o bem, o mal, o amor,

O sexo e a carnalidade,

Um qualquer na minha cama

Que da minha vida tirou a cor.


Nos teus braços estar

Trouxe esperança e depois escuridão,

Pois descobri que como os outros

Tu não merecias o meu coração.


Eu te quero longe daqui

Que leve tuas mentiras na tua cabeça

Deixando-me viver em paz

E que de mim pra sempre se esqueça.