quarta-feira, 20 de junho de 2007

Imparcialidade na Imprensa: Utopia

Há tempos vem sendo muito discutida a questão da imparcialidade na imprensa. Esse é realmente um tema gerador de grandes polêmicas; porém, quando alguém me pergunta se deve haver imparcialidade na imprensa, acho que aí deixa de ser apenas uma questão de profissionalismo e passa a ser uma questão da natureza, do próprio ser humano.

Não sabemos lidar com a imparcialidade pelo simples fato de ele não existir, ser utopia. Mesmo que digamos que somos neutros em alguns aspectos, a neutralidade já é tida como uma posição tomada. E isso não é diferente nos meios de comunicação. Esse mito foi criado há muito tempo, mas a imprensa nunca foi, não é e nem nunca será dessa maneira. Pois as pessoas que ali escrevem, editam, publicam, enfim, têm sentimentos, ideologias, que de uma forma ou de outra, são passados para o povo. O jornalismo é tendencioso, queiram ou não.

Embora o desejável fosse que sempre se contasse os dois lados de um fato, mantendo o equilíbrio, a natureza humana não é assim, logo os jornalistas também não o são. Acho importante o posicionamento dos veículos quanto às várias situações que ocorrem no nosso país, principalmente quanto à política. Afinal, ele já existe, embora, muitas vezes, seja camuflado, como ocorreu na época da ditadura militar, por exemplo, quando jornalistas esquerdistas eram presos, exilados, torturados. Porém, de qualquer maneira, havia uma posição. Tudo isso recai em um outro ponto bastante batido: o da liberdade de imprensa. Mas ora lá, deixemos isso para outra oportunidade.

Enfim, creio que a imparcialidade seja uma utopia ou quiçá um mito antigo a ser desvendado. E por mais que essa realidade seja cruel, dura, e que, muitas vezes, não nos agrade, é assim e continurá sendo. Porque, afinal, somos antes de tudo, humanos, imperfeitos humanos. Tendenciosos, é claro.

2 comentários:

diego_sfk disse...

adorei seu texto!
eh verdade... a imparcialidade eh uma utopia... então naum adianta reclamar da veja =D
pelo menos pedir pra que ela seja menos parcial... rsrsrs
bjus
t dolu, gabi

Rafael disse...

Pois é, não acredito na imparcialidade não só na imprensa, mas na vida. Mas, justamente por isso, acredito na diferença de opiniões e na racionalidade de dois ou mais lados sobre um mesmo assunto. O problema é que o jogo de poder acaba deixando uma verdade apenas para que o leitor não tenha o esforço de digerir o fato relatado.

Um jornalista católico não será nunca a favor do aborto, por exemplo. Mas se tu tiver em um mesmo meio dois ou mais jornalistas com diferentes concepções podemos criar um juízo crítico nos leitores e termos edições um pouco mais racionais.

Fica minha sugestão!